segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Le retour de l´Armée Haitienne en question!




Le retour de l´Armée Haitienne en question!
           

Le retour de l´armée haitienne est nécessaire, urgent et précis.  Il serait mieux dire la mise en place en Haiti les trois forces armées organisées sur la base de la hiérarchie et la discipline, généralement sous l'autorité directe du ministre de la Défense ou équivalent et sous l'autorité suprême du chef de l'État ou de gouvernement, en fonction de la régime politique. Conçues essentiellement pour défendre la loi, pour protéger le pays et pour mettre l'ordre dans le pays.  Ses forces resteraient, pour autant, à la disposition nationale.
 
Ces trois organisations sont: la force navale (aussi appelé «marin» ou «armée»), la force terrestre (aussi appelée «armée» ou «armée de terre") et la Force aérienne (également appelé «avion» ou «l'Armée de l'Air »).
1)      l´Armée
2)      la Marine
3)      la Force aérienne
Le retour de l´Armée Haitienne ou l´une de ses trois forces ou toutes ses  trois forces, en Haiti, pourrait contribuer dans la reconstruction du pays de façon gratuite. Ses trois forces armées auront la mission constitutionnelle, assurer la défense du pays, la garantie des pouvoirs constitutionnels et, à l'initiative d'entre eux, le droit et ordre. Malheureusement personne pense de cette manière.
Qui sait l'importance de l'armée dans un pays, devrait être d'accord avec moi, mais qui ne sait pas, c'est difficil d´accepter. Malheureusement, je crois, ce sera difficil la présence de ses forces en Haiti. Car quand les impérialistes auront besoin d´envahir Haiti, sans ses forces, cela resterait plus facil. Une fois qu´il y a la présence de ses forces en Haiti, on va toujours besoin d´eux pour mettre la paix et l´ordre en Haiti.

*** Un œil sur les articles à venir. Il y a plus!
Nous voulons un système bien organisé en Haïti, où il y aura ordre, discipline, respect et dignité.


Enfin, le retour de l´armée haitienne est nécessaire, urgent et précis.
  
Une des questions que j'espère du lecteur est la suivante: une fois avoir ses forces Em Haiti, comment les maintenir?  Equipement... ect... 
 
D´une telle suggestion, à savoir le retour des forces armées d'Haïti, si je me trompe sur ce point, corrigez-moi s'il vous plaît! 


Que dites-vous?

domingo, 5 de dezembro de 2010

A pessoa mais conhecida ou famosa do mundo: era, é e será

Uma pessoa, talvez por curiosidade, me fez esta pergunta: senhor...X... qual é a pessoa a mais famosa ou conhecida do mundo? 

Veio-me na cabeça: Será que essa pergunta depende do ponto de vista de cada um?


Eu não perdi tempo para responder-lhe. Na minha opinião, a pessoa a mais conhecida ou famosa do mundo é da Igreja católica. Essa pessoa era, é e será. É o Papa: BENTO XVI


A segunda pessoa é o presidente dos Estados Unidos: Barack Obama


A terceira pessoa, duas entram em discussão: Pelé ou Ronaldo.

A primeira pessoa mais famosa ou conhecida do mundo é da Igreja católica (Itália).

A segunda pessoa mais famosa ou conhecida do mundo é o Presidente dos Estados Unidos.
A terceira pessoa mais famosa ou conhecida do mundo é do futebol: Pelé ou Ronaldo (Brasil).
 

Vocês concordam ou não? 

Que é que você diz?



Se estou errado, que vocês, leitores, me corrijam!



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

De olho no Haiti!


Aos leitores do meu blog,

 Vocês terão a possibilidade de ler alguns artigos no meu blog nos dias a vir; entre os quais, um será publicado em francês destinado a todos os cidadãos haitianos; especialmente destinado para o próximo governo que irá assumir o país. E de maneira geral, aquele artigo destinará a cada haitiano de boa vontade para a paz do Haiti.
São os seguintes:

1- Alerta e profecia! em 2016 ou 2021 no Haiti ( será publicado em francês). Aquele artigo será apresentado como um tipo de programa ou projeto político para o governo haitiano. Caso eles não o façam, o Filho do homem que há de vir, nessa data citada em cima, o fará.

2- A solução do Haiti depende dos haitianos ( de cada haitiano). Naquele artigo, eu mencionarei um pouco o papel da Igreja haitiana

3- O processo da "Libertação começa no Haiti"

4- Temos que odiar a morte? ( disse Pierre Dieucel: A morte é uma ida sem volta)

5- A preocupação de cada ser humano no hoje
                   




Alerta! e profecia! em 2016 ou 2021 no Haiti com o Filho do homem que haverá de vir!


Aguarde!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As crianças nascem preocupadas/Os adultos vivem preocupados


As crianças nascem preocupadas
Os adultos vivem preocupados
            Porquê a criança, ao sair da barriga da mãe, vem gritando? (Uma explosão de grito)
-Será porque a criança dentro da barriga da mãe recebeu tantas notícias desse mundo: maldade, violência etc...? E com isso, preferia não sair?
-Ou seja, a crianca percebe que chega num “mundo estranho” diferente da mãe?
Então a partir desse fato, podemos dizer que a criança nasce naturalmente preocupada, se vendo num mundo estranho diferente do da mãe.
O que me interessa aqui, é tentar dar uma explicação, a partir desse fato, as realidades que nos envolvem na sociedade. A linguagem da medicina ainda tem uma melhor maneira de explicar esse fato.

Estamos preocupados com a sociedade

Diante dos fatos que estão acontecendo a cada segundo na sociedade, nós nos perguntamos: porque aconteceu isto ou aquilo? Aonde vai o mundo? Apesar de não sabermos aonde vai e de onde vem. Essas perguntas vêem é quando nós sentamos frente de TV assistindo notícias, quando ligamos rádio, quando estamos lendo jornal e também ao conversarmos com um amigo ou um vizinho sobre um fato trágico.
Você está no carro indo trabalhar, você não sabe o que pode acontecer
Você está voltando de serviço, você volta pensando na mesma coisa
 Você está dentro de casa, mesma coisa passa na cabeça
  Então, que seja dentro ou fora, a gente fica preocupado com a vida da gente
  Alguns fatos:
-Desastres naturais: terremoto, enchentes, vulcão etc...
-Delinquencia, maldade terrorista etc...
-Essas coisas quando acontecem, é sempre: puxa vida! Meu Deus do Céu! Nunca vi uma coisa dessa!, O que é isso!...
Desses fatos, a gente vive meio suspeito porque não sabemos o que pode acontecer.

domingo, 31 de outubro de 2010

A primeira mulher eleita presidente do Brasil


A primeira mulher eleita presidente do Brasil.

      As eleições, no Brasil, estão terminadas na segunda rodada com a vitória de uma mulher. Eleita como primeira mulher do país, à presidência. O povo brasileiro está, agora, esperando a realização das promessas que foram faladas. Enquanto o povo brasileiro está comemorando uma nova página na sua história, analistas políticos e a imprensa estão de olho no país caribenho, Haiti, trabalhando para a realização das próximas eleições do país.
      No continente latino-americano, a mulher está ganhando cada vez mais espaço na política. Por exemplo: Na Argentina é uma mulher que manda. No Chile igualmente uma mulher. Desta vez é a vez do Brasil mandado por uma mulher. E quem sabe para o Haiti, ter uma mulher de uma vez mais; mas eleita pelo povo.(Aquela era interina).
Desse fato, podemos claramente dizer que as mulheres estão provando a sociedade, que são capazes. A sociedade, assim, está depositando confiança, credibilidade e capacidade nelas.
      A evolução da mulher na política é boa, ruim, ótima ou mais ou menos?
      Vale mais confiar mulher no poder do que homem no poder?
     A mulher ao poder é mais sensível do que o homem ao poder?
    Eu acredito numa coisa. Acredito se as mulheres estão oferecendo um bom serviço ao poder na e para a sociedade latino-americana, chegará um momento, toda a América-Latina, inclusive o Caribe, serão dirigidos por mulheres.
                                 
Para bom entendedor, meia palavra basta!

 Sim por um mundo sem preconceitos e sem discriminação! Direitos iguais!

Parabéns ao povo brasileiro!

 

Pierre Dieucel


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estamos preocupados com a sociedade

Estamos preocupados com a sociedade
Diante dos fatos que estão acontecendo a cada segundo na sociedade, nós nos perguntamos: porque aconteceu isto ou aquilo? Aonde vai o mundo? Apesar de não sabermos aonde vai e de onde vem. Essas perguntas vêem é quando nós sentamos frente de TV assistindo notícias, quando ligamos rádio, quando estamos lendo jornal e também ao conversarmos com um amigo ou um vizinho sobre um fato trágico.
        Você está no carro indo trabalhar, você não sabe o que pode acontecer
          Você está voltando de serviço, você volta pensando na mesma coisa
           Você está dentro de casa, mesma coisa passa na cabeça
           Então, que seja dentro ou fora, a gente fica preocupado com a vida da gente
            Alguns fatos:
-Desastres naturais: terremoto, enchentes, vulcão etc...
-Delinquencia, maldade terrorista etc...
-Essas coisas quando acontecem, é sempre: puxa vida! Meu Deus do Céu! Nunca vi uma coisa dessa!, O que é isso!...
Desses fatos, a gente vive meio suspeito porque não sabemos o que pode acontecer.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eu pergunto, você responde

O blog pergunta e o leitor responde

Como explica a relação  destes temas:
- Liberdade e Libertação
- Direito e Dever
- Lei e Liberdade
        O ser humano é um ser livre? Quem é livre?
Explica e justifica

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Jean-Bertrand Aristide e a Libertação da Teologia no Haiti



Antes de tudo, falando desses dois grandes temas: Teologia da Libertação e Libertação da Teologia, um grande nome me vem na cabeça: Juan Luis Segundo. Se ele fosse vivo até hoje, ele repetiria: Que resterá da Teologia da Libertação depois de alguns lustros?
Ele mesmo respondeu: Muito pouco, segundo o autor, a não ser que se liberte a própria Teologia.     
Como esta teologia sustentou, repetidas vezes, que seu ponto de partida é a realidade social latino-americana e a desumanização que nela introduziram as estruturas de dominação internas e externas, que amarram a maioria dos latino-americanos a um destino de miséria e de alienação, quem abre uma obra teológica latino-americana está seguro de que lhe será servido como prato de entrada uma arrepiante descrição dessa miséria e dessa opressão. Nessa mesma linha, o autor falou também de um provérbio popular, na Europa, que alcançou a Teologia da Libertação latino-americana: vox populi, vox Dei. Este alcançou um estatuto epistemológico que, como muitas outras revoluções copernicas, chamou a atenção, muitas vezes positiva, da mesma teologia européia. Juan Luis Segundo continua explicando: é superfluo dizer que por popular se entende essa fé, mais ou menos autóctone, mais ou menos constituída por uma mistura da fé dos conquistadores de Espanha e Portugal, com outros acervos culturais ou religiosos, provenientes das raças que, na América Latina, constituem a maioria dos pobres e marginalizados do continente: os filhos dos habitantes da América pré-colombiana e os dos escravos importados da África negra. A pergunta que poderíamos fazer: em que o autor crê para fazer desta voz popular a voz de Deus?
O Juan Luis Segundo acredita, para fazer desta voz popular a voz de Deus, seria necessário esquecer algo muito importante no nosso passado latino-americano. Qual seria esse passado?  Esse passado é este: que a religião do povo é hoje uma herança da cristianização forçada e armada, que impôs uma interpretação do Evangelho, inconscientemente feita, para servir aos interesses dos grupos dominantes em Espanha e Portugal, e que na América, serviu para fins ideológicos idênticos, só que mais alheios à cultura imposta e, portanto, mais difíceis de questionar por aqueles que estavam obrigados a servir a algo que nem sequer era sua própria cultura (Que Mundo? Que homem? Que Deus? P. 370-371). Aí, o autor chegou a dizer, é desta suspeita que nasceu a Teologia da Libertação e que mais, depois por muitos motivos. O autor aqui nesse livro, não explica em grande parte a Teologia da Libertação. Mas em outras obras, explica tudo diretinho. Não se pode suspeitar dos pobres latino-americanos, os quais se consideram como protagonista autênticos de sua própria libertação. A teologia abandona, também, esta suspeita, embora seja para sobreviver e ser tolerada pela autoridade eclesiástica; estratégia que merece respeito, devendo, no entanto, ser este crítico, finalizou o autor. Esse pequeno trecho colocado aqui e, tantos outros assuntos analizados pelo autor, fazem com que ele pergunte: “o que resterá daqui a certo tempo, da Teologia da Libertação?” E, resumindo a resposta, propunha que seria aquela que tivesse sido, ao mesmo tempo que Teologia falando e propondo “libertação’, uma tentativa de libertação da própria teologia. Isto é, aquela que tivesse tido da precaução epistemológica ou hermenêutica de “libertar a teologia, na medida do possível, de tudo o que esta pudesse carregar de opressivo e desumanizador.


Agora, talvez seja a pergunta do leitor: por que começa assim, um trabalho desse? O que isso tem a ver com o pensamento de Juan Luis Segundo? Nem eu sei.


Para mais informação, veja:
Libertação da Teologia, a história perdida e recuperada de Jesus de Nazaré, uma teologia com sabor de vida, Que mundo? Que homem? Que Deus? Só para citar essas.
Além desses livros, quem quiser conhecer esse saudoso teólogo, Juan Luis Segundo, o seu pensamento, poderia ter:
Livres e responsáveis: o legado teológico de Juan Luis Segundo / organizador e entrevistador: Jesús Castillo Coronado; tradução: Afonso Maria Ligório Soares. São Paulo: Paulinas, 1998. (coleção: Teologia atual)


         E sobre o Haiti? 
    Isso não significa que o Haiti tenha a sua própria teologia, mas a maneira e o contexto no qual se dá essa teologia no Haiti. Se não estou no caminho certo que o leitor me corrija! Gostaria que o leitor tivesse paciência e, acompanhasse até o fim para que possa melhor entender. 


Libertação da Teologia no Haiti 
          Jean-Bertrand Aristide, conhecido também como: “Titid”, nasceu no Sul do Haiti na cidade Port-Salut. Ingressou na Congregação dos salesianos para se formar padre. Estudou filosofia e psicologia no Haiti e, o noviciado na República Dominicana. Para os seus estudos teológicos, foi enviado para Israel, onde estudou teologia bíblica e, em seguido no Canadá para completar um mestrado em Teologia. E outros estudos... Como sacerdote salesiano, trabalhava numa pequena paróquia no centro da capital, chamada Saint Jean-Bosco. Ali aconteceu todo o início de sua história.
Não podemos negar que naquela época, a América Latina estava vivendo situações horríveis: repressão, exploração, falta de liberdade, dignidade etc. Tudo isso, foi fruto de uma linha ditatorial. No Haiti, era a ditatura do pai a filho, Jean-Claude Duvalier, a mais violenta, que torturava, oprimia, matava o povo. Injustiça social de todo tipo. O padre Jean-Bertrand foi muito tocado por aquelas situações. Iluminado pela Palavra de Deus (eu ouvi o grito do meu povo) influenciado pela Teologia da Libertação. Pe. Aristide começou a criticar a ditadura repressiva de Jean-Claude Duvalier e proteger os direitos dos pobres no Haiti. Daí seu nome: Amigo dos pobres. 
     Pe. Jean Bertrand não cansava de criticar o governo repressivo. Assim, os seus superiores não aguentavam de pressões do governo e, o Pe. Jean-Bertrand acabou sendo expulso dos salesianos. Nas eleições, o Pe.  Titid foi escolhido para representar o partido político (FNCD); foi eleito como primeiro presidente democrático do Haiti 1990. Mais tarde, o ex-padre Jean-Bertrand, apoiou o partido OPL. Finalmente, o ex-padre formou seu próprio partido político “fanmiy Lavalas” (FL). Em crioulo, “Fanmi” significa “família” e Lavalas “avalanche”, “dilúvio” ou seja, “todos juntos”.

O ex-padre Jean-Bertrand foi vítima de um golpe de estado em 1991 e voltou no Haiti em 1994 para terminar seu mandato. E em 2000, foi eleito de novo presidente. Perseguições fazem com que ele não aguente mais e o mandaram embora do País. Então, essas linhas a seguir dizem um pouco do ex-padre e presidente Aristide.

Vamos seguir nas seguintes linhas uma entrevista do professor canadense com o ex-padre presidente Jean-Bertrand Aristide.
Então, através desta longa entrevista que o ex-presidente concedeu a Peter Hallward filósofo e professor de filosofia na Universidade de Middlesex (Inglaterra), podemos saber um pouco da história e do pensamento do ex-padre, presidente Jean-Bertrand Aristide. A entrevista, em francês, foi realizada em Pretória (África do Sul) no dia 20 de julho de 2006. O texto completo da entrevista foi publicado em apêndice do livro de Hallward Damming de Flood: Haiti, Aristide and the Politics of Containment (Paperback, 2008).


PH -  o nome do entrevistador - Peter Hallward
JBA – Jean Bertrand Aristide
-Peter Hallward: O Haiti é um país profundamente dividido e você tem sido sempre um personagem profundamente conflituoso. Para a maioria dos numerosos observadores simpatizantes dos anos 90 era fácil entender essa divisão mais ou menos em função de critérios de classe: você foi demonizado pelos ricos e idolatrado pelos pobres. Então, as coisas começaram a ficar mais complicadas. Certos ou errados, ao final da década, muitos dos que originalmente o apoiavam passaram a ficar mais céticos e seu segundo governo (2001 - 2004), do início ao fim, foi implacavelmente perseguido por acusações de violência e corrupção. Apesar de, em todas as medidas possíveis, você permanecer folgadamente como o político mais confiável e popular entre o eleitorado haitiano, parece que você tem perdido muito do apoio que gozava entre partes da classe política, dos trabalhadores, ativistas, intelectuais e outras, tanto no país como no exterior. Muitas de minhas questões referem-se a essas acusações, especialmente a de que, com o passar do tempo, você fez concessões ou abandonou muitos de seus ideais originais. Para começar, gostaria de retornarmos brevemente a um território familiar e perguntar sobre o processo que o conduziu ao poder em 1990. O final dos anos 80 foi um período muito reacionário na política mundial, especialmente na América Latina. Como você explica a considerável força e resistência do movimento popular contra a ditadura no Haiti, movimento que passou a ser conhecido como "Lavalas" - palavra que em creóle significa "inundação", ou "avalanche", assim como "multidão", ou "todos juntos"? Como você explica que, apesar das circunstâncias, e certamente contra os interesses dos EUA, dos militares e de todo o poder que dominava o Haiti, você conseguiu vencer as eleições de 1990?

-Jean-Bertrand Aristide: Grande parte do trabalho já tinha sido feito por pessoas antes de mim. Refiro-me a pessoas como Padre Antonio Adrien e seus companheiros, e Padre Jean Marie Vincent, que foi assassinado em 1994. Eles haviam desenvolvido uma visão teológica progressista que refletia as esperanças e expectativas do povo haitiano. Já em 1979, eu estava trabalhando no contexto da Teologia da Libertação. Há uma frase em particular que ficou marcada em minha mente e que pode ajudar a resumir meu entendimento da situação naquela época. Você deve lembrar-se de que a Conferencia de Puebla aconteceu no México, em 1979, e naquele tempo muitos teólogos da libertação estavam trabalhando sob severas restrições, ameaçados e impedidos de participar. O slogan que ao qual estou me referindo dizia algo como "si el pueblo no va a Puebla, Puebla se quedara sin pueblo" - se o povo não vai a Puebla, Puebla ficará sem povo.
Em outras palavras, o povo é para mim o próprio centro de nossa luta. Não se trata de lutar pelo povo, em nome do povo, à distância do povo; é o povo, ele mesmo, que está lutando. Trata-se de lutar com o povo e no meio do povo.
Isso leva a um segundo princípio teológico, que Sobrinho, Boff e outros entenderam muito bem. A teologia da libertação somente pode ser uma etapa de um processo mais abrangente. Esta etapa, na qual nós temos que começar falando em nome dos pobres e oprimidos, tem fim assim que eles comecem a falar com sua própria voz e com suas próprias palavras. O povo começa a assumir seu próprio lugar na cena pública. A teologia da libertação dá lugar, então, à libertação da teologia. O processo completo leva-nos longe do paternalismo, de toda noção de um "saber" que poderia vir a conduzir o povo e resolver seus problemas. Os padres que eram inspirados pela teologia da libertação naquele tempo entendiam que nosso papel era acompanhar o povo, e não tomar o lugar dele.
No Haiti, a emergência do povo como força pública organizada, como consciência coletiva já tinha começado nos anos oitenta, e, por volta de 1986, essa força era forte o suficiente para afastar a ditadura Duvalier do poder. Foi um movimento da base popular, e não um projeto piramidal, dirigido por um único líder ou uma só organização. Também não foi apenas um movimento político. Ele tomou forma, sobretudo através da construção de numerosas pequenas comunidades eclesiais de base, ou "ti legliz", por todo o país. Foram essas comunidades que desempenharam um papel histórico decisivo. Quando fui eleito presidente, não se tratava somente de um cargo estritamente político, da eleição de um político, de um partido político convencional. Não! Tratava-se da expressão de um grande movimento popular, da mobilização do povo como um todo. Pela primeira vez o Palácio Nacional tornou-se um lugar não só de políticos profissionais, mas para o povo, ele mesmo. O simples fato de permitir-se a pessoas comuns entrarem no palácio, o simples fato de serem bem vindas pessoas das camadas mais pobres da sociedade haitiana no coração central do poder tradicional - isto já foi um gesto profundamente transformador.

- PH: Você hesitou por algum tempo antes de aceitar colocar-se como candidato naquelas eleições de 1990. Você estava perfeitamente consciente de como, considerando-se as relações das forças existentes, a participação nas eleições poderia enfraquecer ou dividir o movimento. Olhando para trás agora, você ainda pensa que foi a coisa certa a fazer? Haveria alguma alternativa viável àquela de seguir a via parlamentar?

- JBA: Eu sou inclinado a pensar a história como um processo de cristalização de diferentes tipos de variáveis. Algumas delas são conhecidas, outras não. As variáveis que nós conhecíamos e entendíamos naquele tempo eram bastante claras. Nós tínhamos uma idéia do que éramos capazes e também sabíamos que aqueles que buscavam manter o status quo tinham inúmeros meios à disposição. Eles tinham toda sorte de estratégias e mecanismos - militares, econômicos, políticos... - para desorganizar qualquer movimento que desafiasse sua continuidade no poder. Mas nós não podíamos saber exatamente como eles se serviriam destes meios. Eles mesmos não poderiam saber. Estavam acompanhando atentamente a forma como o povo lutava para inventar modos de organizar a si mesmo, modos de promover efetivamente este desafio. Isso é o que eu penso acerca de variáveis desconhecidas: o movimento popular estava em processo de ser inventado e desenvolvido, sob pressão, no campo de batalha, e não havia meios de saber de antemão que contra-ataque eles iriam provocar. Agora, dado o equilíbrio desses dois tipos de variáveis, eu não podia voltar atrás. Não recuei em nada. Em 1990, fui convocado por outros no movimento a aceitar a cruz que tinha caído sobre mim. Foi nesses termos que o Padre Adrien descreveu isso e foi assim que eu entendi: eu deveria aceitar o fardo daquela cruz. "Você está no caminho do Calvário", ele disse, e eu sabia que ele estava certo. Quando recusei isso, no início, Monsenhor Willy Romélus, em quem eu depositava muita confiança, como Elder e conselheiro, insistiu que eu não tinha escolha. "Sua vida não pertence mais a você", ele disse, "Você a ofereceu em sacrifício ao povo. E agora que uma missão concreta se apresenta a você, agora que você se encontra frente a essa convocação especial, de seguir Jesus e carregar sua cruz, reflita cuidadosamente antes de voltar atrás”. Isto era o que eu sabia, e sabia muito bem, então. Foi uma espécie de caminho do Calvário. E assim que decidi, aceitei este caminho tal como ele seria, sem ilusões, sem enganar-me a mim mesmo. Nós sabíamos perfeitamente bem que não seríamos capazes de mudar tudo, que não seríamos capazes de corrigir cada injustiça, que iríamos trabalhar sob severas restrições, e assim por diante.
Suponha que eu dissesse não, que não aceitasse ser candidato, como as pessoas iriam reagir? Entendo agora o eco de certas vozes que perguntavam: "Vamos ver agora se você tem a coragem de tomar essa decisão. Vamos ver agora se você não passa de um covarde para aceitar essa tarefa. Você, que tem proferido os mais belos sermões, o que vai fazer agora? Vai abandonar-nos, ou vai assumir essa responsabilidade de modo que juntos possamos seguir em frente?" E eu pensei sobre isso. Qual a melhor maneira de colocar em prática a mensagem do evangelho? O que eu deveria fazer? Eu lembro como respondi a essa questão, quando, alguns dias antes da eleição de 1990, fui a uma manifestação pelas vítimas do massacre da Viela de Vaillant, no qual vinte pessoas foram mortas pelos Macoutes, no dia das eleições canceladas de 1987. Um estudante perguntou-me: "Padre, o senhor pensa que poderá mudar sozinho essa situação tão corrupta e injusta?" E eu, em resposta, disse-lhe: "Para chover, é necessária uma, ou muitas gotas de chuva? Para uma inundação, basta um fiozinho de água, ou a torrente de um rio?" E eu agradeci a ele por dar-me a chance de apresentar nossa missão coletiva na forma dessa metáfora: não será sozinhos, como gotas de chuva, que você e eu conseguiremos mudar essa situação, mas juntos, como uma inundação ou uma torrente, "lavalassement", que iremos transformá-la, saná-la, sem ilusão de que isso será fácil ou rápido.
Então, haveria alternativas? Acho que não. No entanto, estou seguro de que havia uma oportunidade histórica, e de que nós demos uma resposta histórica, uma resposta que transformou a situação, um passo na direção certa.
Naturalmente, fazendo isso, provocamos uma reação. Nossos oponentes responderam com um golpe de estado. Primeiro, a tentativa de golpe de estado de Roger Lafontant, em janeiro de 1991, e, como ele falhou, o golpe de 30 de setembro de 1991. Nossos oponentes tinham sempre meios desproporcionalmente poderosos de reprimir o movimento popular. Nenhuma simples ação ou decisão poderia mudar isso. O que importa é que nós tínhamos dado um passo adiante, um passo na direção certa, seguido de outros passos. O processo que começou naquela época ainda é forte, apesar de tudo, ainda é forte, e eu estou convencido de que ele virá somente a se fortalecer, e que, no fim, ele irá prevalecer.

- PH: O golpe de setembro de 1991 aconteceu apesar do fato de as políticas concretas que você aplicou, quando estava no poder, terem sido muito moderadas, muito prudentes. Teria sido um golpe inevitável, então? Apesar do que você fez ou não fez, bastaria que a simples presença de alguém como você no Palácio Presidencial fosse inaceitável para a elite haitiana? E, neste caso, o que mais poderia ser possível fazer para prever e resistir aos violentos contra-ataques?

- JBA: Bom, essa é uma boa questão. Eu entendo a situação do seguinte modo: o que aconteceu em setembro de 1991 aconteceu também em fevereiro de 2004 e poderia facilmente ocorrer novamente no futuro, sempre que a oligarquia que controla os meios de repressão venha a empregá-los para manter uma versão oca de democracia. Essa é sua obsessão: manter uma situação que poderia ser chamada de democrática, mas que, de fato, consiste em uma democracia importada e superficial, controlada de cima para baixo. Eles têm sido capazes de manter essa situação por um longo tempo. O Haiti é independente há 200 anos, mas nós agora vivemos num país onde um por cento da população controla mais que a metade da riqueza. Para a elite, trata-se de estarmos nós contra eles, de procurar um modo de preservar as desigualdades massivas que afetam cada faceta da sociedade haitiana. Nós estamos submetidos a uma espécie de apartheid. Mesmo depois de 1804, a elite tem feito o possível para manter as massas à margem, no outro lado dos muros que protegem seus privilégios. É a isso que nós somos contra. É a isso que qualquer democracia genuína é contra. A elite fará tudo que puder para certificar-se de que controla um presidente fantoche, que controla um parlamento fantoche. Ela fará o que for preciso para proteger o sistema de exploração do qual seu poder depende. A sua questão deve ser colocada em relação a esse contexto histórico, em relação a essa profunda e considerável permanência.

- PH: De fato, mas nesse caso, o que fazer para confrontar o poder dessa elite? Qual a melhor maneira de enfrentar essa violência se, afinal, ela é preparada para usar violência a fim de conter qualquer verdadeira ameaça a sua hegemonia? Apesar da força do movimento popular que o conduziu ao poder, ele não teve força suficiente para conseguir mantê-lo lá, em face à violência que isso desencadeou. As pessoas às vezes comparam-no a Toussaint Louverture, que conduziu seu povo à liberdade e obteve vitórias extraordinárias, conquistadas sob condições extraordinariamente difíceis. Mas Toussaint é também freqüentemente criticado por não ter ido muito longe, por não ter conseguido romper com a França, por não ter conseguido fazer o bastante para manter o apoio do povo. Foi Dessalines quem conduziu a batalha final pela independência e quem pagou o preço daquela batalha. O que você tem a responder aos que dizem (como Patrick Elie, por exemplo, ou Bem Dupuy) que você foi muito moderado, que você agiu como Toussaint numa situação que, de fato, exigia um Dessalines? O que você tem a dizer aos que afirmam que você depositou muita confiança aos EUA e a seus aliados domésticos?

- JBA: Bom... [risos]. "Muita confiança nos EUA", isso me faz rir... Em minha humilde opinião, Toussant L`Overture, como homem, tinha suas limitações. Mas ele deu o melhor de si e, na verdade, não fracassou. A dignidade que ele defendeu, os princípios que ele defendeu, continuam a inspirar-nos até hoje. Ele foi capturado, fisicamente foi preso e morto, sim, mas Toussaint ainda está vivo. Seu exemplo e seu espírito nos guia sempre. Hoje, a luta do povo haitiano é uma extensão de sua campanha pela dignidade e liberdade. Nesses dois últimos anos, de 2004 a 2006, o povo continua a lutar por sua dignidade e recusa-se a ajoelhar-se, recusa-se a se render. Em 6 de julho de 2005, Cité Soleil foi atacada e bombardeada, mas esse ataque, assim como muitos outros similares, não desencoraja o povo em insistir para que suas vozes sejam ouvidas. Eles denunciam a injustiça. Eles votaram para a presidência em fevereiro, e isso também foi uma demonstração de sua dignidade; eles não aceitam mais a indicação de outro presidente de cima para baixo. Esta simples insistência na dignidade é, ela mesma, um mecanismo de mudanças históricas. O povo quer ser o sujeito de sua história, não seu objeto. Assim como Toussaint foi o sujeito de sua história, assim também o povo haitiano tomou e estendeu sua luta, como sujeito de sua história. Mais uma vez, isso não significa que a vitória é inevitável ou fácil. Isso não significa que nós podemos resolver cada problema, ou ainda, que, depois de tratarmos de um problema, aqueles poderosos interesses particulares não irão levar a que se tente todo o possível para desfazer os avanços.
No entanto, alguma coisa irreversível aconteceu. Alguma coisa que fez seu caminho através da consciência coletiva. Esse é precisamente o significado real da famosa afirmação de Toussaint, assim que ele foi capturado pelos franceses, que eles tinham cortado o tronco da árvore da liberdade, mas suas raízes permaneciam profundas. Nossa luta pela liberdade encontrará muitos obstáculos, mas ela não perderá suas raízes. Ela está firmemente enraizada na mente do povo. O povo é pobre, certamente, mas nossas mentes são livres. Nós continuamos a existir como povo, com base nessa tomada de consciência inicial, dessa consciência fundamental do que nós somos. Não é por acaso que quando vieram a escolher um líder, esse povo, essas pessoas que foram mantidas tão pobres e tão marginalizadas pelos poderosos, tenham escolhido, não um político, e sim, um padre. Os políticos deixaram-nos sucumbir. O povo estava procurando por alguém com princípios, alguém que falasse a verdade. De certo modo, isso seria mais importante que sucesso material ou uma pronta vitória sobre nossos adversários. Esse é o legado de Toussaint.
Quanto a Dessalines, a luta que ele conduziu foi a luta armada, foi uma luta militar, e necessária, pois ele tinha que romper as correntes da escravidão de uma vez por todas. Ele conseguiu. Mas será que ainda precisamos levar essa mesma luta, da mesma forma? Penso que não. Dessalines estava errado em lutar daquele modo? Não. Mas nossa luta é diferente. É Toussaint e não Dessalines quem pode ainda acompanhar o movimento popular nos dias de hoje. Sua inspiração conduziu à vitória nas eleições de fevereiro de 2006, que permitiu ao povo manobrar seus adversários para escolher seu próprio líder, contra a vontade do poder constituído.
Para mim isso abre para um ponto mais geral. Nós depositamos muita confiança nos norte-americanos? Fomos muito dependentes de forças externas? Não. Nós simplesmente tentamos permanecer lúcidos e evitar a demagogia fácil. Seria mera demagogia por parte de um presidente haitiano pretender ser mais forte que os americanos, ou de engajar-se numa guerra interminável de palavras, ou opor-se a eles por puro prazer. A única maneira racional de seguir é refletir bem sobre o equilíbrio relativo entre os interesses, compreender o que os americanos querem, lembrarmos do que queremos e avançarmos o possível sobre os pontos de convergência existentes. Vejamos um exemplo concreto: em 1994, Clinton precisava de uma vitória na política externa, e o retorno da democracia no Haiti apresentou-se a ele como uma oportunidade. Nós precisávamos de um instrumento para vencer a resistência do exército haitiano assassino, e Clinton ofereceu-nos esse instrumento. Isso é o que quero dizer por atuar pelo espírito de Toussaint L'Ouverture. Nós nunca tivemos nenhuma ilusão de que os americanos partilhavam de nossos objetivos fundamentais, sabíamos que eles não queriam caminhar na mesma direção, mas sem os americanos nós não poderíamos ter restaurado a democracia.

- PH: Não havia nenhuma outra opção, nenhuma alternativa a não ser recorrer às tropas americanas?

- JBA: Não. O povo haitiano não está armado. É claro que há alguns criminosos e malandros, alguns traficantes de drogas, algumas gangues que têm armas, mas o povo não tem armas. Você está enganando a si mesmo se pensa que o povo pode partir para uma luta armada. Nós temos que olhar a situação nos olhos: o povo está desarmado e nunca terá tanto armamento como seus inimigos. É inútil meter-se numa luta na área dos seus inimigos ou jogar o jogo deles. Você perderia.

- PH: Você não teria pagado um preço muito alto pelo apoio americano? Eles o forçaram a fazer todo tipo de acordo, a aceitar muitas das coisas que você sempre se opôs: um rígido plano de ajustamento estrutural, de políticas econômicas neoliberais, a privatização das empresas públicas, etc. O povo haitiano sofreu muito sob essas restrições. Deve ter sido muito difícil engolir estas coisas durante as negociações de 1993.

- JBA: Certamente, mas você tem que fazer a distinção entre a luta, por um lado, como princípio, a luta para persistir na opção preferencial pelos pobres, que para mim foi inspirada na teologia e é uma questão de justiça e verdade e, por outro, sua luta política, que se conduz por regras diferentes. Conforme sua versão de política você pode mentir e trapacear se isso permitir que consiga seus objetivos estratégicos. A acusação de que havia armas de destruição em massa no Iraque, por exemplo, foi uma flagrante mentira. Mas a partir do momento em que foi um útil caminho para atingir seus objetivos, Colin Powell e companhia tomaram esse rumo.
Quanto ao Haiti, voltando a 1993, os americanos aceitaram com prazer um plano econômico negociado. Quando eles insistiram, através do FMI e de outras instituições financeiras internacionais, na privatização das estatais, eu estava preparado para concordar, a princípio, se necessário - mas recusei-me em simplesmente vendê-las, incondicionalmente, a investidores privados. A corrupção no setor estatal era inegável, mas havia muitas diferentes formas de abordar essa corrupção. Ao invés de privatização sem limites, eu estava pronto para concordar com uma democratização dessas empresas. O que isso significa? Significa uma ênfase na transparência. Significa que alguns dos benefícios de uma fábrica ou uma empresa deveriam ser partilhados entre as pessoas que trabalham para ela. Significa que alguns desses benefícios deveriam ser investidos em coisas como, escolas locais, clínicas de saúde, de modo que os filhos dos trabalhadores possam receber algum benefício proveniente de seu trabalho. Significa criar condições em nível micro que são coerentes com os princípios que queremos guiar o desenvolvimento em nível macro. Os americanos disseram "tudo bem, sem problemas".
Nós assinamos aqueles tratados, e estou em paz com minha decisão até hoje. Eu disse a verdade, ao passo que eles o assinaram em um espírito diferente. Eles o assinaram porque com isso poderiam facilitar meu retorno ao Haiti e assim arranjar a vitória na política externa, mas, assim que eu voltei ao governo, eles já haviam deixado planejada a renegociação dos termos da privatização. E foi exatamente isso que aconteceu. Eles começaram a insistir na privatização sem limites e, novamente, eu disse não. Quiseram então desfazer nosso acordo, e então, lançaram uma campanha de desinformação para fazer parecer que eu não cumpri com a palavra. Isso não é verdade. Os acordos que nós criamos estão lá. As pessoas podem julgar por elas mesmas. Infelizmente nós não tínhamos os meios para vencer a guerra de relações públicas. Eles ganharam a batalha das comunicações, espalhando mentiras e distorcendo a verdade, mas eu ainda sinto que nós ganhamos a batalha real, pois a verdade está conosco.

- PH: E quanto à sua batalha com o exército do Haiti, o mesmo que o derrubou em 1991? Os americanos refizeram esse exército de acordo com suas próprias prioridades de 1915 e desde então ele tem atuado como uma força para a proteção daquelas prioridades. Você foi capaz de desmobilizá-lo a poucos meses de seu retorno, em 1994, mas o modo como isso foi feito permanece controvertido, e você não foi capaz de desmobilizar e desarmar completamente os próprios soldados. Parte deles voltou a persegui-lo vingativamente, durante seu segundo mandato.

- JBA: Novamente, não tenho nenhum arrependimento em relação a isso. Foi absolutamente necessário dissolver o exército. Nós tínhamos um exército de aproximadamente 7.000 soldados, e isso absorvia 40% do orçamento nacional. Desde 1915 ele tinha servido como exército de ocupação interna. Ele nunca enfrentou um inimigo externo. Por que necessitaríamos de um exército como esse, ao invés de uma força policial adequadamente treinada? Nós fizemos o que deveria ser feito. De fato, nós organizamos um programa social para a reintegração de militares desmobilizados, já que eles também são membros da comunidade nacional. Eles também tinham o direito de trabalhar e o estado tinha a responsabilidade de respeitar esse direito. Ainda mais que, você sabe, se eles não encontrassem trabalho, seriam mais facilmente tentados a recorrer à violência ou ao crime, como foram os Tontons Macoutes antes deles. Nós fizemos o melhor que pudemos. O problema não vinha do nosso programa de integração e desmobilização, veio com o descontentamento daqueles que estavam determinados a preservar o status quo. Eles estavam cheios de dinheiro e armas e trabalhavam mão a mão com a máquina militar mais poderosa do planeta. Era fácil para os americanos cooptar quaisquer antigos soldados, treiná-los e equipá-los na República Dominicana e usá-los para desestabilizar o país. Foi exatamente isso o que eles fizeram, mas, eu insisto, não foi um erro desmobilizar o exército. A situação não foi assim, como se nós pudéssemos ter evitado o segundo golpe, o golpe de 2004 se tivéssemos mantido o exército. Ao contrário, se o exército tivesse permanecido intocável, então René Préval nunca teria terminado seu primeiro mandato (1996- 2001), e eu certamente não teria sido capaz de resistir por três anos, de 2001 a 2004.
Agindo desse modo, trouxemos luz sobre o verdadeiro conflito que estava em jogo aqui. Como você sabe, a história do Haiti é pontuada de uma longa série de golpes de estado. Mas, ao contrário dos golpes precedentes, o golpe de 2004 não foi uma ação do "exército" haitiano agindo sob as ordens de nossa pequena oligarquia, em acordo com os interesses estrangeiros, como aconteceu muitas vezes, tal como no golpe de 1991. Não. Desta vez esses poderosos interesses tiveram que fazer o trabalho, eles mesmos, com suas próprias tropas e em seu próprio nome.

- PH: Uma vez que Chambleim e seu pequeno bando de rebeldes foram barrados na periferia de Porto Príncipe e não conseguiam avançar mais, os "marines" americanos entraram em ação e expulsando-o do país.

- JBA: Exatamente. A verdade concreta da situação, a real contradição que orienta essa situação, finalmente vem à tona e aparece inteiramente à opinião pública.

- PH: Voltemos a meados da década de 90. Por um momento, a criação do Partido Fanmi Lavalas em 1996 serviu a função similar, ajudando a revelar as linhas "de fato" do conflito interno que tinha já fraturado a pouco estruturada coalizão das forças que o levaram ao poder em 1990? Por que existiam essas grandes divisões entre você e alguns de seus antigos aliados, pessoas como Chavannes Jean-Batiste e Gérard Pierre-Charles? Quase todo o primeiro mandato de Préval, de 1996 a 200 foi assolado por ataques e oposição de Pierre-Charles e o OPL. Você passou, então, a construir um partido unificado, disciplinado, que pudesse propor e encaminhar um programa político coerente?

- JBA: Não, não foi assim que as coisas aconteceram. Em primeiro lugar, por experiência e por inclinação, eu era um professor, não um político. Eu não tinha experiência em partidos políticos, e estava contente de deixar a outros a tarefa de desenvolver uma organização partidária, de treinar quadros do partido, e assim por diante. De volta a 1991, eu estava contente em deixar tudo isso a políticos de carreira, a pessoas como Gérard Pierre-Charles, e, junto com outras pessoas ele passou a trabalhar nesse sentido assim que a democracia foi restabelecida. Ele nos ajudou a fundar a "Organização Política Lavalas" - OPL, e eu estimulei que algumas pessoas se juntassem a ela. Esse partido venceu as eleições de 1995 e, no final de meu mandato, em fevereiro de 1996, ele tinha a maioria no Parlamento. Mas então, ao invés de continuar a ouvir o povo, depois das eleições, a OPL começou a dar menos atenção a ele. Começou a cair nos padrões e práticas tradicionais dos políticos do Haiti. Ele começou a ficar mais fechado em si mesmo, mais distante do povo, mais inclinado a fazer promessas vazias, e assim por diante. Eu já estava fora do poder e permaneci à distância. Mas um grupo de padres envolvidos com o movimento Lavalas sentia-se frustrado e queria restaurar uma ligação mais significativa com o povo. Eles queriam permanecer em comunhão com o povo. A partir desse momento (1996), o grupo de pessoas que se sentiam dessa maneira, que estavam insatisfeitas com o OPL, formava um grupo conhecido como "a nebulosa" - eles tinham uma posição incerta e confusa. Com o tempo, mais e mais pessoas tornavam-se descontentes com a situação.
Nós nos engajamos em longas discussões sobre o que deveríamos fazer, e Fanmi Lavalas nasceu dessas discussões. Ele surgiu do próprio povo. E mesmo quando veio a constituir-se como uma organização política, ele nunca se concebeu a si mesmo como um partido político tradicional. Se você for ver a constituição da organização vai notar que a palavra "partido" nunca é mencionada. Ele descreve a si mesmo como organização, não como partido. Por quê? Porque no Haiti nós não temos nenhuma experiência política positiva de partidos políticos. Partidos têm sempre sido instrumentos de manipulação e traição. Por outro lado, nós temos uma longa e positiva experiência de organização, de organizações populares - as "ti legliz", por exemplo.
Então, não, não fui eu que "fundei" Fanmi Lavalas como um partido político. Eu apenas dei minha contribuição à formação dessa organização, que oferecia uma plataforma aos que estavam frustrados com o partido OPL, que estavam ainda ativos no movimento mas se sentiam excluídos dele (O OPL rapidamente renomeou a si mesmo como "Organização Neoliberal do Povo em Luta"). Agora, para se efetivar, Fanmi Lavalas necessitava canalizar a experiência de pessoas que conheciam um pouco de política, pessoas que poderiam atuar como líderes políticos sem perder o compromisso com a verdade. Este é o problema mais difícil, claro. Fanmi Lavalas não tem a rígida disciplina e coordenação de um partido político. Alguns de seus membros não têm a experiência necessária para preservar ambos: o compromisso com a verdade e uma efetiva participação política. Para nós, política está profundamente relacionada à ética, esse é o ponto crucial da questão. Fanmi Lavalas não é uma organização exclusivamente política. Por isso políticos não conseguem apropriar-se e utilizar Fanmi Lavalas como trampolim para o poder. Isso nunca será fácil. Os membros do Fanmi Lavalas exigem a fidelidade de seus líderes.

- PH: Essa é uma lição que Marc Bazin, Louis-Gerald Gilles e outros tiveram que aprender durante a campanha eleitoral de 2006.


- JBA: Exatamente.


- PH: Até que ponto Fanmi Lavalas tornou-se uma vítima de seu próprio sucesso? Como a ANC aqui na África do Sul, estava claro desde o início que Fanmi Lavalas seria mais ou menos imbatível nas eleições. Mas isso pode ter vantagens e desvantagens. Como você propõe lidar com os muitos oportunistas que imediatamente procuram se imiscuir na sua organização, gente como Dany Toussant e seus associados?

- JBA: Eu deixei o poder em 1996. Em 1997, Fanmi Lavalas havia emergido como uma organização funcional, com um claro estatuto. Isso foi já um grande passo à frente em relação a 1990. Em 1990, o movimento político era demasiado espontâneo; em 1997, as coisas já eram mais coordenadas. Além da constituição, no primeiro congresso do Fanmi Lavalas nós votamos e aprovamos o programa escrito em nosso "Livre Blanc": "Investir no Humano", que, eu sei, você já conhece. Esse programa não surgiu do nada. Por aproximadamente dois anos nós promovemos encontros com engenheiros, com agrônomos, com médicos, professores, e assim por diante. Nós ouvimos e discutimos os méritos de diferentes propostas. Foi um processo coletivo. O "Livre Blanc" não é um programa baseado em minhas prioridades pessoais ou ideologia. É o resultado de um longo processo de consulta com profissionais em todos esses domínios, e foi compilado como um verdadeiro documento colaborativo. Como o próprio Banco Mundial veio a reconhecer, ele foi um programa genuíno, um plano coerente para a transformação do país. Ele não foi um pacote de promessas vazias.
Agora, no meio dessas discussões, no meio dessa organização emergente, é verdade que você irá encontrar oportunistas, você irá encontrar futuros criminosos e futuros traficantes de drogas. Mas não era fácil identificá-los. Não era fácil descobri-los em tempo e afastá-los em tempo, antes que fosse muito tarde. Muitas dessas pessoas, antes de ganhar um assento no parlamento, comportavam-se perfeitamente bem. Mas, você sabe, para algumas pessoas o poder pode ser como o álcool: depois de um copo, dois copos, uma garrafa inteira... Você já não está lidando com a mesma pessoa. Ele deixa algumas pessoas inconscientes. Essas coisas são difíceis de prever. No entanto, eu penso que, se não houvesse intervenção das potências estrangeiras, nós seríamos capazes de fazer um avanço concreto. Nós tínhamos estabelecido métodos viáveis para a discussão colaborativa e para preservar ligações diretas com o povo. Eu penso que nós teríamos feito um avanço real, dando passos pequenos, lentos, mas seguros.
Mesmo com o embargo sobre a ajuda, nós conseguimos realizar algumas coisas. Nós fomos capazes de investir em educação, por exemplo. Como você sabe, em 1090 havia somente 34 escolas secundárias no Haiti; já em 2001 havia 138. O pouco que nós tínhamos para investir, nós investimos no rumo que indicava o programa "Investir no Humano".
[Tradutor não identificado no material recebido por Adital.
Peter é autor de Damming the Flood: Haiti, Aristide, and the Politcs of Containment (2007), onde expõe o esforço do movimento popular Lavalas e de Jean-Bertrand Aristide para libertar o Haiti de uma ditadura apoiada pelos Estados Unidos].
Notas finais
A resistência estrangeira e da elite local por fim culminaria em um segundo golpe contra ele, no dia de 28 de fevereiro de 2004. Foi para um relutante exílio na África do Sul, onde permanece até os dias de hoje. Apelos para o retorno imediato e incondicional de Aristide continuam a polarizar a política haitiana. Muitos analistas, assim como alguns importantes membros do governo atual reconhecem que, se a constituição permitisse a Aristide candidatar-se novamente a uma reeleição, ele venceria facilmente.


Bom, o que me interessa aqui, é o seguinte: é saber se Jean-Bertrand Aristide é um teólogo ou simpatizante da Teologia da Libertação.
 Que é que vocês dizem?


A vocês leitores potentes de julgarem. Quem nao entende desse assunto que passe longe!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ajudem a procurar os problemas do Haiti

video


                                           Era um dos palácios mais bonito do mundo
                                           Um povo à procurar de abrigo
                                               E agora? É brincadeira, né?
                                  Um povo à procura de libertação. Os gritos continuam até hoje



Tema no ar à procura de respostas
Neste pequeno escrito, não pretendo falar muito. Pretendo só dialogar à procura de respostas pelo leitor.
            De acordo com o que a gente leu e aprendeu, o Haiti foi uma das colônias mais rica dos colonizadores. O saquearam totalmente. Foi, logo, independente (não vale a pena falar isso). Esse Haiti de hoje, ocupou a República Dominicana por vários anos. Depois, esse mesmo Haiti que ocupava a República Dominicana, foi ocupado pelos Estados Unidos.
            O país passou por muitas tragédias naturais; a mais violenta foi o terremoto do 12 de janeiro de 2010 que arrasou a capital do país, Porto Príncipe, deixando milhões de vítimas e desabrigados. Apesar de tudo, o Haiti continua sendo o país da beleza natural. Infelizmente algumas pessoas, de longe pela TV, pelos jornais não sabem que um lado do país: pobreza, ditadura...Etc.
Pois bem, chega o momento de deixar falar os leitores.
“Os verdadeiros responsáveis pela pobreza do Haiti”.
- A natureza é responsável pela pobreza do Haiti?
- Os países imperialistas?
- Os haitianos?
- A elite haitiana?
- Alguns vírus?
- Enfim, é uma maldição?
 Qual seria então?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Argentina, Chile, Alemanha, etc. E o Brasil?/ Desta vez é a vez do Brasil com uma mulher no poder!

Argentina, Chile, Alemanha, etc. E o Brasil?
Não podemos negar que estamos vivendo numa sociedade machista. Mas melhorou bastante. Apesar disso, as mulheres não abaixam a cabeça e nem escondem as suas insatisfações. Desse fato, a mulher vive reclamando e lutando para ter mesmo direito do que o homem. Poucas mulheres ocupam lugares, e muitos, são os homens.
Nessa sociedade machista, a mulher pouco a pouco está ganhando espaço e confiança da sociedade. A sua capacidade prova isso em muitas coisas. Assim, a mulher quer demonstrar que pode fazer mais do que os outros pensam. A frase do presidente americano, Barack Obama: “Yes we can”; as mulheres poderiam fazer essa frase delas?  “Sim, nós mulheres, podemos”.
            Isso é tão verdade, podemos constatar muitas mulheres, governando como “chefe de Estado”. Tais como: Chile, Argentina, Alemanha; e muitos outros países.
Esta vez é a vez do Brasil, ter uma mulher presidente! E em outros muitos países, as mulheres estão querendo ganhar espaço na política.
Será que a mulher está querendo demais ou está procurando um empate com o homem?
Eu acredito que se o mundo for dar uma virada (volta) política, seria  virada a uma sociedade feminista. Será?
Você acredita?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O nome de um “craque” nas eleições de 2010 à Presidência!

O nome de um “craque” nas eleições de 2010 à Presidência!

    Esse aí é um craque! Senhor "X" é um craque! Craque: qualquer profissional hábil em sua área de trabalho. Na área esportista, "craque" é um cara habilidoso. Podemos observar no dia a dia, essa palavra "craque" é muito mais usada na área esportista. Assim, quem fala ou ouve falando de "craque", pensa automaticamente em football. Esta vez queremos usar esse termo “craque” em outro assunto que não tem nada a ver com “esporte”. Quem é esse craque?
Aquele craque acabou de receber um cartão vermelho, é expulso e está suspenso. Talvez retorne aos gramado depois de 5 anos.
O leitor, agora, quer saber quem é esse craque. É mesmo? Você se lembra aquele “craque na Copa de 2006, acompanhado a cantora colombiana Shakira na Alemanhã, convocados para a abertura! Se lembra? Claro, é Wyclef Jean.
  Wyclef Jean, um cantor, um compositor, um músico, um rapper...Internacionalmente conhecido. Agora, ele é um político na atualidade local como internacional. Ele acabou de receber esse cartão vermelho.
    Wyclef Jean deixou o Haiti, seu país, aos 9 anos de idade para fixar-se nos Estados Unidos. Ali, fez grandes sucessos na sua carreira musical; assim, se tournou um “ídolo”. Nos últimos anos, voltou para o Haiti, fundou “yélé Haiti”. Além dessa fundação, é dono de um canal de televisão a serviço da sociedade haitiana e também é Embaixador da Boa Vontade da ONU no Haiti desde 2007. Seu trabalho faz com que o povo acabe se aproximando dele e vendo nele “o homem de sua confiança” para as eleições de 2010 à Presidência. Será que a intenção do “craque”, era tornar-se presidente do Haiti ou ajudar o povo haitiano, que agora, precisa “libertação na sua luta”?
   Ao final, assumindo as causas do Haiti para a sua libertação, se desafiou. Infelizmente, recebeu um cartão vermelho pelo CEP (Conselho Eleitoral Provisório) do Haiti e, está fora do jogo. A Lei eleitoral haitiana requer que os candidatos tenham cinco (5) anos consecutivos de residência no Haiti, além de outras exigências.  Então, ele se candidatou e foi rejeitado pelo CEP.
   Wyclef Jean vai continuar na cena política deixando a sua carreira musical? Ou fará os dois? Qual será o futuro desse craque haitiano tanto na múcica como na política?
O craque Wyclef talvez retorne aos gramados em 2016 ou 2017.


Considerações finais:
Wyclef Jean, um jogador haitiano
O CEP (Conselho Eleitoral Provisório) do Haiti, o juiz do jogo
Finalmente, Wyclef Jean recebeu cartão vermelho e acabou saindo do jogo e está suspenso por 5 anos.
O povo haitiano, os torcedores (insatisfeitos)
Observações aos leitores: usamos o termo “craque” no sentido: homem do povo, homem amado, famoso, homem popular, ídolo etc...

Autor: Pierre Dieucel

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O povo haitiano está cansado/ Libertação para o Haiti!

O povo haitiano está cansado, agora é a hora!
Haiti, um povo que luta, cansado da mentira, cansado de sofrer, cansado de esperar: procura Libertação. Como o povo de Israel que sofreu e que se libertou; assim o povo haitiano, algum dia, se libertará. Essa libertação se realizará na esperança e na conscienciatização.
Repito, como já está escrito num dos meus artigos: Haiti malgré tout! (Haiti apesar de tudo), Haiti c´est l´heure! (Haiti é hora), o problema do Haiti não é outro que um problema político e social; do qual nasceram os vários conflitos que existem ali no país. A saber alguns: luta pelo poder, luta de classes, falsos haitianos (aqueles que se dizem haitianos, no fundo que não são pelo jeito), restavecs (aqueles que trabalham com o senhor branco contra o seu prório país) etc... Esta vez foi a natureza que não aguentava mais e deu um terremoto.
E agora?
Agora, estamos partindo para uma segunda história, como já escrevi num dos meus artigos. Uma segunda história começada com o terremoto do 12 de janeiro de 2010. Essa história é a reconstrução da capital, Porto Príncipe. A pergunta: vale a pena de considerar uma vez mais como capital do Haiti, Porto Príncipe? Leia estes artigos: http://dieucel.blogspot.com/2010/07/sils-ne-le-font-pas-le-fils-de-lhomme.html#links
Na verdade, o Haiti não tem uma e segunda história. São muitas histórias. Algumas:
- História de descoberta (invasões dos europeus na terra à procura de recursos e...)
- História de independência
- História de ocupação
- História de ditadura
- História de democracia (um povo à escola da democracia)
- História de destrução (o terremoto do 12 de janeiro de 2010)
- História de um recomeço (a reconstrução)
É possível fazer renascer o Haiti?
Sinceramente, sim. Basta ter uma conscienciatização nacional e internacional
Nacional: uma reconciliação nacional, união nos projetos do país ect... Terminar com: couper tête brûler les maisons (cortar cabeça e queimar casas), vle pa vle fók li ale...(queira ou não queira, o presidente deve deixar o país); senão, o Haiti resterá o mesmo ou pior.
Internacional: uma conscienciatização, dizendo, basta! Depois de tudo, chega a hora de libertar o Haiti! Não só dar por dar, mas dar para produzir. “O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Senão, o povo vai ficar sempre dependendo.
As eleições de 2010 se aproximam, é hora de “promessas”. Vou fazer isto, vou fazer aquilo (os candidatos para consiguirem o poder). O povo, apesar de estar cansado da mentira, vai votar. Quando esse povo vai ser um povo? Quem é culpado? Será que Deus esqueceu do povo haitiano? É o preço a pagar por ser o primeiro povo independente do mundo? O problema é no povo haitiano? Enfim...
Patrik Poivre d´Arvor, como Embaixador do UNICEF, se atreve a escrever no Figaro de 15 de janeiro: « c’est un des peuples…les plus maudits par l’histoire. Mais il n’est pas responsable de cette histoire là. Le peuple français non plus ». A tradução literal seria o seguinte: o povo haitiano “É um dos povos mais... os mais amaldiçoados pela história. Mas não é responsável (o povo) dessa história lá. O povo françês também não é responsável”.
Povo haitiano continue a luta com muita esperança e força. A gente espera essa libertação. É sempre na luta que chega a libertação; não podemos parar; se pararmos, não vamos conseguir.


 Pierre Dieucel

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A preocupação do jovem de hoje

A preocupação do jovem de hoje
Como era no princípio, agora e sempre, a preocupação dominava o ser humano, continua dominando e continuará. Assim, o ser humano se torna um ser preocupado em busca de novas medidas e satisfações para melhorar a sua condição de vida e a sociedade. Necessidade, todo mundo passa por ela; e quando não consegue aquilo; isso preocupa a gente.
A realidade do mundo da sobrevivência no mundo da Globalização, em plena era da Tecnologia, da Informática, da Telecomunicação etc..., está se tornando cada vez mais complexa e exigente; deixando poucos com muito e muitos com poucos e outros sem.
Diante disso, a preocupação do jovem de hoje, é:
-Emprego (trabalhar para ganhar)
-Faculdade (estudar para ganhar mais)
-Namoro (sexo)
-Estética (Beleza, aparência)
Com o progresso da tecnologia, podemos perceber que o mercado do trabalho está sendo cada vez mais exigente, isto é, se necessitam professionais bem preparados que devem dominar noções básicas de línguas estrangeiras; como o inglês, espanhol e françês etc... Os melhores qualificados conseguem um melhor serviço. Quanto mais você é qualificado, tanto mais você vai ganhando mais espaço no mercado. Com isso, podemos constatar hoje, enquanto que a pessoa trabalha, ela estuda para poder ganhar mais. Agora vêm as perguntas: O jovem está mais interessado em estudar, arrumar um serviço (emprego), namorar, fazer-se mais bonito ou bonita ou conseguir tudo ao mesmo tempo?
Hoje na nossa sociedade, a beleza ou a aparência preocupa muita gente; sobretudo os jovens. Eles estão sendo exigentes com eles mesmos e muitas impresas estão sendo exigentes com eles; até a submissões de cirurgias plásticas para fazer correções no corpo.
Todo mundo quer estar na moda, trabalhar, estudar, namorar, ser bonito, curtir e finalmente, quer levar uma vida boa. Infelizmente, não há para todos. Uns conseguem, outros estão à procura e muitos ficam sem. É aí a grande desigualdade do mundo globalizado.
Enfim, o jovem de hoje quer aproveitar ao máximo a sua vida, pensando que não há outra. É aí que eles se enganam a si próprios.
Quanto mais o mundo da Globalização está ganhando mais espaços, tanto mais está criando “preocupações”, diz Pierre Dieucel.
Quanto mais a tecnologia está ganhando espaço, tanto mais o mercado do trabalho está sendo exigente e complexo para as pessoas conseguirem emprego, constata Pierre Dieucel.


Estrutura, segurança, felicidade e liberdade, todo mundo está atrás!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

S´ils ne le font pas, le Fils de l´homme est à venir, le fera!

Haiti l´ordre et discipline; c´est cette Haiti que nous voulons!
Tout le monde parle “reconstruction d´Haiti”; cependant personne commente “comment recontruire Haiti”.

J´ai toujours dit: le problème d´ Haiti n´est ni autre qu´un problème politique; duquel naissent les autres conflits. Ce conflit a à sa base “une lutte pour le pouvoir”. Un conflit qui divise nos hommes politiciens haitiens. Ainsi, la préocupation n´est plus le pays, n´est plus le peuple.

Maintenant, la capitale est complètement détruite par le tremblement de terre du 12 janvier. Les 5 continents sont venus porter leurs secours au peuple. Le discours qui fait l´actualité est “la reconstruction d´Haiti”. La question est: comment reconstruire Haiti? Vaut-il la peine, Port-Au-Prince, d´être la capitale d´Haiti? Etc...

Moi en tant que jeune et étudiant, j´ai toujours pensé en une telle perspective de changer la capitale d´Haiti. Ce nouveau lieu prévu pour la capitale, serait le centre politique avec tous les apareils administratifs du pays (pouvoir exécutif, judiciaire, législatif, les ministères, les ambassades etc..). Ainsi, Port-Au-Prince resterait l´un des lieux économiques du pays; peu à peu on allait le restaurer ou le rétablir.

On peut donc énumérer beaucoup de raison pour lesquelles, on opte pour une nouvelle capitale d´Haiti bien organisée.


1) Port-au-prince est déjá une capitale détruite, desordonnée et désorganisée
2) Tout s´est dejá détruit (les apareils de l´Etat (Palais National, Justice ect..))
3) Port-Au-Prince a é té déjá une ville mal construite
4) Et d´autres raisons...
5) Manque de route etc...
La plus grande raison de toutes les raisons, P-Au-P, est l´unique ville qui reçoit les autres haitiens venant des autres 9 départements pour plusieurs motifs:


1) Recherche d´une vie meilleure
2) Déplacement de certains élèves venant d´autres provinces pour continuiner leurs études secondaires (lycée)
3) Université ou Institut. Etc...

Pour tout cela et tant d´autres raisons, nous avons opté pour une capitale. Une de ces deux villes pourrait être la nouvelle capitale du pays: Cap-Haitien ou Les Cayes. Construction de A à Z. La participation de chaque haitien comment “vonlontaire”. Enfin, une capitale bien organisée et moderne. Malheureusement, personne pense pour Haiti! On préfère plus de détruire les gens qui pensent, détruire les oeuvres de l´État, brûler, manifester contre président etc... Quando on brûle, on augmente le chômage et on recommence. En ce temps moderne, on ne peut pas appliquer: “couper tête et brûler les maison”, “vle pa vle fók li ale”.
D´autre part, la mise en place d´un programme de développement (d´industries) dans toutes les autres provinces. Universités ou Instituts etc. Ainsi, on pourrait freiner un peu la rentrée massive (migration interne) vers la capitale à la recherche d´une vie meilleure; économique ou intellectuelle.

Enfin de compte, reconstruire Port-Au-Prince, ce n´est pas reconstruire les maisons et les apareils de l´Etat. Reconstruire P-Au-P, c´est avoir une autre vision d´une autre capitale bien organisée aux yeux de tous les autres pays. Ainsi, Haiti retournera à être “Haiti le Paradis”, une nation, un peuple et un pays avec une seconde histoire.


S´ils ne le font pas, le Fils de l´homme est à venir, le fera!
À bon entendeur, salut!
Haitiens! Haiti est aux haitiens; pourquoi pas l´union! Car l´union fait la force.
S´ils ne le font pas, le Fils de l´homme est à venir, le fera!

A lire: -Haiti c´est l´heure!
-Haiti malgré tout